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Sergio Abib de Castro, Advogado
Sergio Abib de Castro
Comentário · há 9 dias
Bom artigo, bem embasado e que traz possíveis dúvidas, mas na verdade, ao mesmo tempo as soluciona, como no caso do genérico "veículo", com relação ao meio em que opera. Idem quanto aos veículos não motorizados, aonde a incidência iria além de proibir o condutor de dirigir e atingiria o veículo, ademais de invadir competência municipal.

A inclusão do ROUBO - ou mesmo do furto qualificado, caso do motoqueiro que arranca o celular, a carteira, a correntinha da vítima pedestre, ou motorista em congestionamentos e semáforos - entendo obrigatória, indispensável. Cochilo do legislador.

Uma apenas observação, quanto à apontada incoerência do § 2º do ART. 278-A. O que a Lei pretende é que o condutor PRESO EM FLAGRANTE, "possa" (não "deva") ter sua CNH suspensa a qualquer tempo do procedimento. A prisão em flagrante aqui, foi incluída como condicionante à medida judicial. Partiu o legislador do princípio de que, se houve flagrante - a "certeza visual do crime", no dizer antológico de Nelson Hungria - há um juízo maior de culpabilidade já presente. Não seria o mesmo, se tivesse havido inquérito, denúncia ou ação penal, fundados em só investigação, ainda que exitosa, após, por exemplo, registro de ocorrência, perseguição infrutífera do suspeito, enfim, depois de diligências que não materializariam convencimento sólido do juiz desde logo.

A lei estabelece uma graduação de certeza, ou possibilidade para aplicar a restrição ao direito do condutor. Não existindo flagrante, não há o permissivo legal da suspensão.

E aqui a outra diferença entre "caput" e parágrafo: o "caput" faz CASSAR a CNH e mesmo assim, estando o réu CONDENADO, com trânsito em julgado. Reza o artigo "...terá cassado seu documento..." É impositivo.
Já no parágrafo, a Lei permite que o juiz SUSPENDA a CNH. "...poderá decretar a suspensão..."

Então são duas situações bem distintas. Numa o juiz é OBRIGADO a CASSAR a CNH na final sentença. Cassação é medida bem mais gravosa, segundo o próprio CTB. Ela obriga a que o condutor, na condição de candidato, preste novamente todos os testes e exames como se fosse habilitar-se pela vez primeira.

Já na hipótese do parágrafo 2º, o julgador PODERÁ (é facultativo) SUSPENDER a eficácia do documento, que é medida bem mais branda que a cassação. Nesta, o condutor deixa de sê-lo completamente. Na suspensão apenas é interrompido o direito do condutor em dirigir por determinado tempo e sob certas condições, como não incorrer em infrações, a aprovação em curso de reciclagem, novo exame médico, etc.
E sempre lembrando que para aplicar a suspensão da carteira de um suspeito de receptação, descaminho, contrabando, este terá que ter sido preso em flagrante delito.

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